"A História das bibliotecas"
Recomendo “A CONTURBADA HISTÓRIA DAS BIBLIOTECAS”, de Matthew Battles, da Editora Planeta do Brasil. O autor fala, entre outras coisas, da importância do bibliotecário, este tem que ser uma pessoa bem preparada, tem que fazer com que a leitura sirva a um propósito abrangente: o progresso coordenado da sociedade e dos indivíduos dentro dela. “Babás educam crianças, e bibliotecários educam leitores. Leitores lêem livros, bibliotecários lêem os leitores”.
A obra mostra porque bibliotecas importantes foram queimadas, por exemplo: a de Alexandria, a da Bósnia, no Afeganistão, na China. Os estudantes nazistas queimavam livros nas ruas. Antes de incinerar um determinado autor faziam um discurso. Destruindo Karl Marx diziam: “Contra a luta de classes e o materialismo. Pela comunidade nacional e por uma perspectiva idealista”. No século passado ainda se queimavam livros, coisa de Idade Média, de Inquisição! Destruindo Freud: “Contra a degradante exageração da natureza animal do homem. Pela nobreza da alma humana”. Freud chegou a falar: “Ainda bem. Antigamente, eles queimavam os homens junto com os livros, agora somente nossos livros”.
Aqui na América, padres destruíram livros astecas, pois eram incapazes de separar o valor histórico das obras astecas da ameaça religiosa que eles representavam. Assim, queimavam livros onde quer que os encontrassem.
Outra coisa que o autor esclarece: os mecenas: Medicis, Visconti, Sforza, fundavam bibliotecas, mas era mais para aparecer, para mostrar o seu poder. Os primeiros livros que vinham às mesmas eram aqueles com dedicatórias mais bonitas para eles, os mecenas.
Um dado importante: A Biblioteca do Congresso Norte-americano é a maior do mundo. Todos os dias eles acrescentam sete mil livros aos mais de cem milhões já dispostos em seus oitocentos e cinqüenta quilômetros de prateleiras.
Outro livro recentemente publicado, sobre este mesmo assunto, e que tem sido bem comentado, bem recebido, em jornais e revistas é o “História Universal da Destruição dos Livros”, de Fernando Báez, da Ediouro (438 páginas). É uma obra bem maior, quero crer que seja mais completa, porém não a li ainda. Sei que, entre muitas coisas, Báez afirma que os maiores responsáveis pela incineração de livros são os próprios intelectuais. Estes sim é que são os grandes destruidores de livros. Isto é muito triste!
Escrito por Fabiano Possebon às 22h00
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Apresentação
Este blog irá conter meus textos, poesias, entrevistas, opiniões pessoais, críticas, sátiras, mini-contos, mini-peças e fotos.
Escrito por Fabiano Possebon às 21h54
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